A roshi budista Joan Halifax trabalha com pessoas no último estádio de vida (no hospital ou no corredor da morte). Ela partilha o que aprendeu sobre a compaixão à face da morte e do acto de morrer, assim como algumas luzes sobre a natureza de empatia.
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E se seu emprego não controlasse a sua vida?
O CEO brasileiro Ricardo Semler pratica uma forma radical de democracia corporativa, repensando tudo desde reuniões de comité até como seus funcionários registram os seus dias de férias (eles não precisam). É uma visão que recompensa a sabedoria dos funcionários, promove um equilíbrio entre emprego e vida pessoal, e revela grandes descobertas sobre do que realmente se tratam o trabalho e a vida. Questão bónus: e se escolas também fossem assim?
Em nome da equipa Oxigénio queríamos agradecer ao Pedro Rolo Duarte da Antena 1 pela simpatia e oportunidade de termos partilhado o trabalho do Oxigénio bem como de outros projetos que estamos envolvidos (Rede Educação Viva, Kinoa e Viver Mindful).
Um obrigado especial também ao Fernando Mendes da (Coworklisboa). Espero que gostem e que vos faça sentido.
Façam favor de partilhar e de fazer os vossos comentários.
Cliquem no link: http://www.rtp.pt/play/p1795/e186908/mais-novos-do-que-nunca
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Já todos ouvimos dizer que a comunicação é chave para relações de sucesso. Percebemos que para todo tipo de relações (pessoais ou profissionais) necessitamos de saber comunicar de forma eficaz para gerarmos ao nosso redor bem-estar, clareza e satisfação. Mas ainda assim porque será que continuamos a ter tantas dificuldades nos nossos diálogos? Porque continuam a existir tantos conflitos e problemas de comunicação? Gostava de partilhar algumas aspetos que considero fundamentais para usar uma comunicacão autêntica com todos os que nos rodeiam.
1. Tenha uma mente aberta
Seja um ouvinte com mente aberta, tente não manipular a conversa e não tente adivinhar o resultado. A maior parte das vezes não sabemos o que a outra pessoa está a pensar ou a sentir. Esta tendência não passa de uma forma de controlo inconsciente. Largue essa tendência e foque toda a sua atenção no outro. Pare e oiça!
2. Pare e respire
Podemos pensar inicialmente que a respiração não é importante para o processo de comunicação mas eu defendo que respiração consciente é a chave para uma comunicação satisfatória (e não só). O desafio que proponho é que preste atenção à sua respiração para conseguir estar mais consciente de si e do outro. O que ganha com isso? Ficará mais preparado para estar atento às suas reações emocionais e sentimentos. Não parar e respirar (pausar) é um grande bloqueador da comunicação. Pare, respire e comunique melhor.
3. Oiça e calçe os sapatos do outro
Ouvir de forma atenta é compreender o que nos dizem na perspetiva do outro. É também perceber a sua linguagem corporal e sentir as coisas como se fossemos o outro. Temos muitas vezes a tendência de ter simpatia mas o exercício que temos de aprender a fazer é mesmo ter a capacidade de calçar os sapatos do outro para o tentar compreender a outra parte o melhor possível. Pratique a empatia.
4. Conecte com necessidades
Durante uma conversa seja com o seu companheiro, amigo ou filho, foque-se primeiro na necessidade do outro. Após este passo partilhe também as suas necessidades. Lembre-se que as necessidades embora distintas são universais e nunca podem ser postas em causa, portanto nunca estão em conflito.
5. Esteja presente no agora
Todos já tivemos a experiência de estar a falar com alguém e sentir que essa pessoa não está mentalmente presente. Treine estar realmente presente quando comunica com os outros. Fará certamente toda a diferença na qualidade das tuas interações.
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A semana passada tive uma experiência que me tocou profundamente. Para mim é indiscutível que a nossa capacidade de estar presente na educação dos nossos filhos pode e faz toda a diferença na forma como os educamos.
Ando muitas vezes em “piloto automático” e quando dou conta estou a ter reações automáticas perantes as experiências que vou tendo durante o meu dia. É por isso que acredito que iniciar o dia com uma curta prática de mindfulness pode definir o passo do nosso dia para estarmos mais centrados e termos a capacidade de responder de forma ponderada às situações.
Na terça feira passada entrei na cozinha e descobri que estava toda desarrumada. O meu primeiro impulso foi chamar o meu filho e dizer-lhe para que arrumasse aquela tralha toda imediatamente. Mas depois…por instantes percebi que esse impulso vinha de algo que não tinha nada a ver com o meu filho mas sim com uma necessidade minha. Era algo que tinha de analisar em mim. Passaram-se alguns segundos e deixei aquela situação ser como é e dei-me permissão para perceber o que o meu filho esteve a fazer.
Esta foi a obra de arte que me deixou emocionado… Descobri que estava prestes a destruir algo feito com tanto gosto e criatividade. Percebi também que ele esteve atento a imensos promenores e que toda aquela estrutura estava em perfeito equilíbrio.
Esta experiência tão simples fez-me reflectir novamente sobre as vezes que estamos distraídos e que pura e simplesmente deixamos de vivenciar experiências tão ricas como esta. Estar conectado com a minha experiência interior é para mim uma das mais importantes capacidades que devemos praticar regularmente.
Os nossos relacionamentos podem ser bem mais ricos se tivermos realmente presentes no momento. Estar presente com os nossos filhos pode mudar tudo.
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Existe uma “Dupla” na vida que pode mudar o nosso dia a dia por completo – Parar & Respirar.
Muitas vezes agimos sem pensar, sem ter a consciência do que estamos a fazer ou dizer, reagimos por impulso. E acontece que a maioria das vezes as consequências não são aquelas que desejamos.
Em vez de vivermos uma vida tão acelerada e automática, a todo o momento podemos optar para tirar uns segundos para Parar & Respirar.
O parar e respirar abre a possibilidade de observar os nossos pensamentos automáticos (julgamentos, preconceitos, conclusões, etc…), os nossos sentimentos automáticos (raiva, vergonha, ansiedade, receio,…) e criar espaço para prestar atenção ao que sentimos dentro do nosso corpo. Esta pausa é tão poderosa que permite agir com escolha e consciência em vez de reagir, um agir que terá efeitos diferentes no nosso mundo e ao nosso redor.
Parece fácil mas não é. É preciso treinar, treinar para aprender a parar.
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Respire.
A Comunicação Não-Violenta ou Compassiva é um modelo dinâmico de comunicação criado por Marshall B. Rosenberg sendo inspirado por pensadores como M. Gandhi e M. Luther King. É uma maneira de falar que é assertiva e empática ao mesmo tempo. É uma forma de compreender o que se está a passar connosco antes de agir, para que sejamos capazes de exprimir o que necessitamos clara e eficazmente. É também uma forma de compreender o que se passa com os outros e reconhecer a nossa situação.
A Comunicação Não-Violenta torna mais provável que os outros nos ouçam e compreendam sem se sentirem atacados. Será então possível obter mais facilmente e menos penosamente aquilo de que precisamos, ao mesmo tempo que mantemos uma boa relação com os outros.
A Comunicação Compassiva pode ser utilizada formalmente na mediação e resolução de conflitos e mais informalmente em todas as situações da vida quotidiana. Pode ser usada em qualquer relação – na família, entre pais e filhos, entre irmãos, entre casais, no trabalho, entre gerentes e funcionários, na escola, entre professores e alunos, com o público em geral, até mesmo com estranhos.
A Comunicação Não-Violenta pode ser útil em qualquer situação onde existam problemas ou conflitos e pode contribuir para encontrar soluções benéficas para todos.
Se está interessado em fazer um workshop de introdução à Comunicação Não-Violenta, inscreva-se nos nossos workshops. Consulte a nossa agenda aqui
Veja este vídeo para se inspirar!